Presence, de Amy Cuddy, e a faceta Autoeficácia (C1)
Amy Cuddy é uma psicóloga social cuja pesquisa sobre como a postura e o comportamento moldam a nossa própria mente virou uma das palestras mais assistidas do mundo, e Presence é o livro que cresceu a partir dela. A sua descoberta central é que a confiança não é apenas algo que você sente e depois expressa; ela pode correr no sentido inverso, de modo que se portar como capaz pode, aos poucos, te tornar capaz. Na sua palestra no TED ela dá a frase que as pessoas lembram: "Não finja até conseguir. Finja até se tornar." A crença de que você é capaz de encarar o que está à sua frente é, no Big Five, uma faceta.
A crença de que você dá conta é a faceta Autoeficácia
Essa faceta é a Autoeficácia (C1), sob a Conscienciosidade, o seu senso de que você é competente e consegue lidar com o que a vida pede. Quem pontua alto entra numa tarefa difícil supondo que vai dar um jeito; quem pontua baixo se retrai, certo de que está prestes a ser desmascarado. O trabalho de Cuddy fala diretamente com a ponta baixa, porque a afirmação dela é que a autoeficácia não é fixa desde o nascimento, ela pode ser construída de fora para dentro, agindo dentro da postura confiante até que o sentimento acompanhe. Finja até se tornar é uma receita para fazer crescer um C1 real onde ele estava escasso.
A baixa autoeficácia tende para os sentimentos de impostor da Autoconsciência (N4), o medo de ser exposto como uma fraude mesmo quando você está indo bem. Cuddy tem o cuidado de deixar claro que o seu método não significa enganar ninguém; significa fechar a distância entre o quão capaz você já é e o quão capaz você se sente. A abordagem dela é pequena e física, ficar de pé, ereto e ocupando espaço antes de um momento que te assusta, para que o corpo conduza a mente rumo à crença. Para um leitor de C1 mais baixo, essa é a esperança prática, que a competência e a confiança para usá-la podem ser treinadas em vez de simplesmente desejadas.
Para um leitor que está se situando, o seu C1 é uma leitura justa de quanto você confia em si mesmo para lidar com o que vem e de quantas vezes a autodúvida te convence a não tentar. Alto nele e Cuddy está nomeando um motor que você já usa, com o lembrete de mantê-lo honesto de fato fazendo as coisas difíceis. Baixo nele e Presence é um caso esperançoso e concreto de que a crença pode ser cultivada a partir do comportamento, um momento mais corajoso de cada vez. Onde você fica na Autoeficácia te diz quanto do seu potencial a sua própria dúvida está silenciosamente barrando, e nós destrinchamos a faceta em Autoeficácia (C1).
Leia o livro: Presence: Bringing Your Boldest Self to Your Biggest Challenges by Amy Cuddy.
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Referências de Pesquisa
Cuddy, A. (2015). Presence: Bringing your boldest self to your biggest challenges. Little, Brown Spark.
Bandura, A. (1997). Self-efficacy: The exercise of control. W. H. Freeman.
Johnson, J. A. (2014). Measuring thirty facets of the Five Factor Model with a 120-item public domain inventory: Development of the IPIP-NEO-120. Journal of Research in Personality, 51, 78-89.
Costa, P. T., & McCrae, R. R. (1992). Revised NEO Personality Inventory (NEO-PI-R) professional manual. Psychological Assessment Resources.